Registro sobre a crise dos polos navais no Brasil

15.05.2017

Senador Paulo Paim (PT/RS)
paulopaim@senador.leg.br

Meus amigos e minhas amigas.

Esta audiência pública tem por objetivo debater a crise dos polos navais do país. 

A partir de 2003, a indústria naval brasileira retoma o seu crescimento. Há, de fato, uma política para o setor.  
Os impactos positivos são evidentes, uma nova cadeia produtiva e seu desdobramento sobre as atividades comerciais e imobiliárias locais acontecem.

Portanto, há geração de emprego e renda. 

Segundo artigo de Ana Paula Ferreira D’Avila e de Maria Aparecida Bridi...

“Em se tratando de política industrial, citamos o caso da reativação da indústria naval no Brasil e a descentralização dos estaleiros do Rio de Janeiro para outras regiões do País, ...

... tais como em Rio Grande, cidade situada ao sul do Rio Grande do Sul, e em Pernambuco, criando então novos territórios produtivos.

Nessa conjuntura, surgiu a necessidade de construção de plataformas, navios e outras embarcações. 

O atendimento a tais demandas foi marcado pela adoção de uma política de forte conteúdo nacional. 

Assim sendo, a política estabelecida correspondeu à exigência de produção com percentual em torno de 60% de conteúdo nacional para o setor.

Aqui cito Bresser Pereira... “o governo não chegou a ser novo-desenvolvimentista do ponto de vista macroeconômico, mas o foi na política industrial e na política social”. 

Senhoras e Senhores,

O fato é que a situação não é mais a mesma. O setor naval brasileiro está em crise, em especial os polos navais. Em Rio Grande, as demissões nos últimos meses avançaram, há um efeito dominó devastador.   

Esta audiência vai levantar esta discussão. Sejam bem-vindos.

Senador Paulo Paim. 
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