Registro sobre o livro “Pátria Somos Todos”

22.11.2018

Senador Paulo Paim (PT/RS)
paulopaim@senador.leg.br

Senhor Presidente,
Senhoras e Senhores Senadores. 

Eu participei, no sábado, da feira do livro de Porto Alegre, autografando um livro de minha autoria que foi lançado no ano de 2007. Fiz isso, pois, o momento assim exigiu. 

“Pátria Somos Todos” continua atualíssimo. 
Nesta obra, eu discorro sobre o Rio Grande do Sul e o Brasil, a partir da nossa formação histórica e étnica...

... Dos nossos antepassados, imigrantes, migrantes, da nossa gente que a ferro e fogo, mãos calejadas, suor e lágrimas...

... ajudaram a construir e desenvolver o que somos e o que temos hoje. 

Falos dos negros, brancos, índios, portugueses, espanhóis, italianos, alemães, árabes-palestinos, judeus, japoneses, poloneses... 

O livro é uma homenagem a todos e a todas que vivem no Brasil. 

Ele mostra a importância das diferenças e diversidades para a formatação do nosso país. Toda essa riqueza produz conhecimento, sabedoria e cultura. 

Homens da estirpe de Getúlio Vargas, Leonel Brizola, Luiz Carlos Prestes, Érico Veríssimo, entre outros, estão neste cenário do livro através de minhas convicções e análises. São meus espelhos.

Há muito tempo eu venho caminhando pelo Rio Grande do Sul e pelo Brasil. Tornei-me um estradeiro, ouvindo, colhendo os anseios da nossa gente. Nesse ir e vir... Os meus espelhos me acompanham, o compromisso de melhorar a vida das pessoas.       

O então vice-presidente da República, José Alencar Gomes da Silva assinou uma carinhosa apresentação. 

Abre aspas...

“Paim se tornou uma voz bradando incansável contra todas as formas de discriminação. É reconhecido pela atuação como defensor pertinaz dos trabalhadores, aposentados e pensionistas, ...

... idosos, negros, índios, pessoas com deficiência, servidores públicos, mulheres, crianças, desempregados, daqueles que lutam pela livre opção sexual e de todos os discriminados e excluídos da sociedade.

O livro aponta a necessidade de se debater as causas nacionais, com ação tenaz para o desenvolvimento nacional e dos estados. Esse é o horizonte...

O resumo de algumas das principais iniciativas e lutas do Senador Paulo Paim, constante da obra, mostra uma atuação parlamentar desvinculada de ideologias e partidarismo, ...

... pois se trata de trabalhar pela construção de um projeto maior, que contempla as mais legítimas aspirações populares. 

... Fecha aspas. 

José Alencar prossegue dizendo que o livro tem influência regional, porém com forte concepção nacional. 

Como eu postei nas minhas redes sociais no próprio sábado: ...

... “Pátria Somos Todos” é apenas uma homenagem ao Rio Grande do Sul e ao Brasil. Somente e tão somente um grito de amor que estava guardado em minha garganta há muitos anos. Meu coração não bate sozinho... ele bate com a força da nossa gente. 

Agradeço a todos que foram até lá pegar o livro e me abraçar, esperar por 30 minutos da fila. Foram mais de 500 livros autografados. O carinho dessas pessoas foi maravilhoso. 

Senhor Presidente,

“Pátria Somos Todos” é um livro atual. Ele explora a riqueza infindável das diversidades e diferenças do Brasil e da nossa gente.

“Pátria Somos Todos” reafirma a nossa identidade brasileira, brasiliana, de amor à terra, ao solo pátrio. O nosso destino é sermos homens que tornam a democracia uma condição de vida.  

A democracia resulta da vontade do povo, de todo o povo. 

Como nos ensina o princípio da igualdade: devemos tratar igualmente os iguais e desigualmente os desiguais, na exata medida de suas desigualdades.

Não há saída fora da democracia. 

Os problemas do nosso país, econômicos e sociais, só serão amenizados e resolvidos com o justo e perfeito saber e conhecimento da democracia. 

A democracia precisa ser posta em prática todos os dias. E isso é uma enorme missão que temos pela frente... 

Observem: a democracia não precisa de proteção. Precisamos sim é olhá-la, acordá-la como um filho, fazer carinho, respeitá-la, fustigá-la a evoluir...  

Temos que deixá-la viver como os potros livres que cortam os ventos e galopam sem correntes pelas planícies e campos.

Não há espaço na democracia para a intolerância, o ódio e a violência. A democracia está de braços abertos à saúde, educação, segurança, emprego... à dignidade das pessoas. 

Se a democracia vai mal, é frágil, tem os seus momentos de dor e fraqueja quando posta frente aos imprevistos, é porque os homens falharam.  

Tudo é um ciclo. 

As urnas falam, elegem, negam, renegam... 

E a rosa dos ventos segue apontando os nortes, suls, lestes e oestes.  A grande virtude dos homens é saber respeitá-la. O pior é se as urnas se calassem.   

Senhor Presidente, fiz uma pequena introdução sobre o tema democracia. Pretendo amanhã discorrer mais. Desde já agradeço.  


Sala das Sessões, 22 de novembro de 2018. 
Senador Paulo Paim.    

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