Sociedade ocupa Congresso para repudiar reforma da Previdência Notícia postada em 06.02.2018


Em nome do MST, Alexandre Conceição afirmou que a reforma proposta pelo governo vai levar as mulheres trabalhadoras rurais de volta ao trabalho escravo.

“Um governo com 3% de aprovação não pode impor uma reforma da Previdência que vai destruir a vida de 97% da população”,  afirmou Lindbergh Farias (PT-RJ), líder da Bancada do PT no Senado, em sua conta do twitter, abrindo o dia de protestos contra a reforma da Previdência. Às 5 horas da manhã, um tuitaço já mobilizava as redes sociais contra a proposta do governo golpista, permanecendo em primeiro lugar no ranking da ferramenta durante toda a manhã.

À tarde, um grande ato na Câmara dos Deputados reuniu lideranças sindicais do campo e das cidade, populares, estudantis e políticas para advertir a base governista que a sociedade brasileira não aceita mais este crime contra o povo trabalhador.  Presidida pelo senador Paulo Paim (PT/RS), a manifestação contou com a presença da presidenta nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann e do líder do PT no Senado, Lindbergh Farias, além de representantes de diversos partidos do campo democrático e popular, como o PCdoB, PSol, PSB, entre outros.

“É hora de um enfrentamento mais duro, sim. Vivemos uma anormalidade institucional. Vamos barrar essa reforma da Previdência. Temos de obstruir os trabalhos no Congresso indefinidamente a partir de hoje”

Senadora Gleisi Hoffmann, presidenta nacional do PT
O líder do PT na Câmara, deputado Paulo Pimenta, coordenador do ato, abriu a audiência argumentando que “a prioridade da retomada do ano legislativo é a derrota do governo na Reforma da Previdência” e anunciou obstrução total dos trabalhos para toda a pauta conservadora em defesa da democracia e do direito de Lula disputar as eleições.

Alternando as falas entre parlamentares e lideranças sociais, Guilherme Boulos, do MTST, disse que esse governo não tem “autoridade política” para fazer nenhuma reforma e que foi desmentido pela CPI que provou que a previdência não é deficitária, argumentando que o problema é de gestão e sonegação. Falando em nome do MST, Alexandre Conceição afirmou que a reforma proposta pelo governo vai levar as mulheres trabalhadoras rurais de volta ao trabalho escravo.

“O que pode tornar a Previdência insustentável não é a garantia de direitos, e sim a sonegação dos grandes empresários e a política criminosa de ajuste econômico, que gera desemprego!”

Guilherme Boulos, líder do MTST e da Frente Povo Sem Medo
Durante a fala da senadora Gleisi Hoffmann, que começou elogiando os movimentos e dizendo que a oposição começa o ano legislativo firme no enfrentamento, houve um momento alto de manifestação popular do plenário, aos gritos de “Fora Temer”, quando a presidenta do PT afirmou que “Não há como funcionar um parlamento onde a democracia não funciona”, em alusão à decisão de obstrução total da bancada na Câmara.

O ato contou com a presença de dezenas de parlamentares, do Senado e da Câmara, ex-parlamentares, presidentes de partidos e representantes dos movimentos sociais e das diversas centrais sindicais, entre os quais, Graça Costa, da CUT, que confirmou a manifestação marcada para o dia 19 e pediu que a militância utilize todo e qualquer ato, como o Fórum Social Mundial e o Fórum das Águas, marcado para Brasília, para se manifestar.

“Eles perderam o debate na sociedade, apesar da propaganda enganosa”, definiu o presidente da Intersindical, Edson Carneiro, Índio, resumindo o sentimento do evento e a disposição de luta das lideranças nacionais.

Pressão sobre os parlamentares
Em documento para orientar suas bases e os trabalhadores em geral,  a Direção Executiva da CUT ressaltou a importância dos sindicatos continuarem com esta pressão sobre o Congresso Nacional, em especial sobre os deputados federais.

Entre as diversas atividades, a central sugere as seguintes ações:

Atos e panfletagem frente às residências dos parlamentares.
Panfletagem, colocação de outdoors nas áreas de maior movimentação das cidades onde os parlamentares obtiveram maior votação.
Pressão sobre os cabos eleitorais dos parlamentares.
Articulação com associações comunitárias, movimentos estudantis e populares para a realização de manifestações locais.
Recepção nos aeroportos.
Envio de mensagens para os gabinetes por meio do site Na Pressão.

Dia Nacional de Lutas
A CUT também está intensificando a mobilização para o dia 19 deste mês, data definida para a realização de greves, manifestações e protestos em todos os estados.

Veja as principais orientações:

Realizar assembleias em todos os sindicatos filiados para debater a reforma e organizar greves, paralisações e manifestações.
Realizar plenárias nas CUTs Estaduais para debater com os sindicatos a organização do Dia Nacional de Lutas e
Paralisações no Estado e também a articulação da CUT e dos nossos sindicatos com as demais Centrais e os movimentos populares por meio das Frentes.
Propor uma reunião o mais urgente possível com as Centrais nos Estados para debater as atividades no Estado.
Realizar reuniões com categorias estratégicas em cada Estado para organizar greves, paralisações e manifestações.
Os ramos devem orientar os sindicatos e federações nos Estados para organizar as paralisações e manifestações.
Fazer panfletagem e assembleias nos locais de trabalho.
Criar comitês nos municípios, envolvendo todas as categorias organizadas e sindicatos de todas as Centrais Sindicais para planejar as ações locais.
Panfletar os bairros de maior concentração de trabalhadores/as e as áreas de maior circulação de pessoas na cidade.
Buscar apoio das pastorais, das associações de bairro, dos movimentos populares.
Utilizar as redes de comunicação disponíveis para divulgar as greves, paralisações e manifestações, esclarecendo os/as trabalhadores/as, assim como a população, sobre a importância da luta. Divulgar os resultados da greve no município, na região, no Estado e no País.
Utilizar carros de som das entidades para fazer a divulgação da luta nas periferias.
Utilizar rádios locais e comunitárias para ampliar o debate contra a reforma da Previdência e para divulgar as ações programadas para o dia 19/02.
Baixe as artes para protestar nas redes sociais.

* Com Osni Calixto e informações da CUT

FONTE: PT NO SENADO 
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