Paim abre mão de auxílio-mudança de R$ 67,4 mil Notícia postada em 05.12.2018


A previsão é de que o Senado desembolse mais de R$ 3,5 milhões para pagar esse benefício

05/12/2018 - 16h26min
Atualizada em 05/12/2018 - 16h45min
Débora Cademartori

Reeleito para o seu terceiro mandato no Senado, Paulo Paim anunciou nesta quarta-feira (5) que abrirá mão do auxílio-mudança de R$ 67,4 mil pagos com dinheiro público. O valor é o equivalente a dois salários de senador — R$ 33,7 mil para ir embora e R$ 33,7 mil para ingressar no Senado. Paim avalia que o benefício não tem cabimento, já que, como foi reeleito, não foi e não irá se mudar de cidade.

A verba foi criada para custear despesas com viagens e mudança dos que não conseguiram se eleger e dos que não concorreram. Até mesmo quem morava em Brasília antes do mandato e quem foi reeleito tem direito ao recurso.  

"Abri mão dos dois salários extras da chamada verba de mudança. Não há justificativa para esse tipo de auxílio. Nunca recebi e não vou receber. Também já apresentei projeto para acabar com essa legislação", escreveu Paim no Twitter. 

'Auxílio-mudança' custa R$ 20 milhões ao Congresso

Além de entregar ofício recusando os R$ 67,4 mil, Paim protocolou projeto que acaba com esse desperdício de dinheiro público no Congresso. 

A previsão é de que o Senado desembolse mais de R$ 3,5 milhões para pagar esse benefício. 

A senadora Ana Amélia Lemos também não quis receber o dinheiro porque, embora não tenha sido reeleita, tem apartamento e vive em Brasília desde antes do exercício parlamentar. No caso dela, como não foi reeleita, receberia apenas um salário extra de R$ 33,7 mil que estaria relacionado à sua mudança de volta para sua origem. 

Gaúcha Zero Hora 
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