Paulo Paim destaca 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos Notícia postada em 11.12.2018


O senador Paulo Paim (PT-RS) lembrou nesta terça-feira (11) em Plenário a comemoração dos 70 anos de assinatura da Declaração Universal dos Direitos Humanos. O documento, proclamado pelas Nações Unidas no dia 10 de dezembro de 1948, contém o ideal comum a ser atingido por todas as pessoas e foi uma resposta coletiva de repúdio à barbárie e às atrocidades cometidas durante a Segunda Guerra Mundial, lembrou o senador.

No Brasil, disse Paim, desde a redemocratização, que deu fim à ditadura militar (1964-1985), houve avanços no respeito aos direitos e garantias individuais. Ele mencionou o novo Código Civil, que estabeleceu a igualdade entre homem e mulher na condução dos destinos da família; as leis de cotas no ensino superior; o reconhecimento, pelo Supremo Tribunal Federal, da união homoafetiva; e o respeito aos direitos dos idosos e de pessoas com deficiência.

No entanto, continuou Paim, a concentração de renda, as desigualdades regionais, os crimes ambientais, o preconceito racial e as deficiências nos serviços públicos de saúde e educação revelam que há muito por fazer para assegurar o mínimo de direitos, para que as pessoas vivam com dignidade.

— Podia lembrar ainda sobre o baixo rendimento quando comparado, em outros países, de nossos trabalhadores. Nossos jovens não conseguem competir em igualdade de condições em matéria de qualidade de ensino com aqueles que residem em países mais desenvolvidos. Ou até mesmo em países semelhantes ao nosso. Ou mesmo no nosso país, os dados do IBGE mostram que aqueles que cursaram o nível superior, com escola e universidades de qualidade, são os que ganham os melhores salários — afirmou.

A situação mundial não é muito distinta da brasileira, acrescentou o senador. Quase 800 milhões de pessoas passam fome no mundo, ressaltou Paim. Além disso, metade da riqueza mundial está concentrada nas mãos de apenas um por cento do população mundial.

Agência Senado 
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