Comissão aprova abril como Mês de Conscientização sobre o Parkinson Notícia postada em 12.03.2019
A Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) aprovou nesta terça-feira (12) um projeto que determina o mês de abril como o Mês de Conscientização sobre a Doença de Parkinson. A proposta (PLS 100/2018), de Paulo Paim (PT-RS), foi aprovada em decisão terminativa e poderá seguir para a análise da Câmara dos Deputados.

O mês de abril foi o escolhido porque a data de 11 de abril é o Dia Mundial da Doença de Parkinson. Foi no dia 11 de abril de 1755 que nasceu o médico inglês James Parkinson, o primeiro a pesquisar cientificamente a enfermidade, chamada na época de “paralisia agitante”.

O relatório pela aprovação foi elaborado por Romário (Pode-RJ) e lido na CE por Eduardo Girão (Pode-CE). O texto cita uma estimativa do Hospital Israelita Albert Einstein dando conta que cerca de 200 mil pessoas têm a doença no Brasil.

— É a segunda doença neurodegenerativa mais comum. Uma enfermidade típica da terceira idade que interfere diretamente na dinâmica familiar, pois os doentes necessitam de diversos cuidados e medicamentos indispensáveis. O tratamento é de alto custo e requer intervenção especializada, tornando crucial a atuação conjunta do Estado e de diversas instâncias da sociedade no enfrentamento deste problema — disse Girão na leitura do relatório.

Doença degenerativa
A doença de Parkinson é uma doença degenerativa de áreas do sistema nervoso central (cérebro e medula espinhal). É caracterizada pelo tremor quando os músculos estão em repouso, lentidão de movimentos voluntários e dificuldade em manter o equilíbrio. Em muitas pessoas, o pensamento torna-se comprometido ou desenvolve-se demência. A doença é causada pela diminuição intensa na produção de dopamina, que é um neurotransmissor (substância química que ajuda na transmissão de mensagens entre células nervosas).

A dopamina ajuda na realização dos movimentos voluntários do corpo de forma automática, ou seja, não precisamos pensar em cada movimento que nossos músculos fazem, graças à presença desta substância em nossos cérebros. Na falta dela, particularmente numa pequena região encefálica chamada substância negra, o controle motor da pessoa é perdido, ocasionando sinais e sintomas característicos. Com o envelhecimento, todos os indivíduos saudáveis apresentam morte progressiva de células nervosas que produzem dopamina. Algumas pessoas, entretanto, perdem essas células (e consequentemente diminuem muito mais seus níveis de dopamina) num ritmo muito acelerado e, assim, acabam por manifestar os sintomas da doença.

Agência Senado 
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